PROGRAMA DE TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Brasil em Trajetórias Sustentáveis: Caminhos de Competitividade para a Descarbonização

O Programa de Transição Energética (PTE) é um projeto liderado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais (CEBRI) em parceria com BID, BNDES, Coppe (UFRJ), EPE, FIPE (USP) e MRTS (USP). Os resultados da segunda fase apresentam caminhos para atingir a neutralidade de emissões de gases de efeito estufa no Brasil até 2050. O presente site apresenta os três cenários do Programa, seus impactos macroeconômicos, levando em consideração também a factibilidade da penetração estimada de renováveis no setor elétrico e roadmaps de descarbonização dos principais setores em termos de emissões: energia, cidades, transporte, indústria e agropecuária, florestas e uso do solo (AFOLU).

Perguntas norteadoras

1

Qual é a trajetória de custo ótimo para o Brasil, considerando que o país cumpra sua NDC?

2

O sistema elétrico tem capacidade de absorver a maior e mais acelerada penetração de energia gerada por fontes renováveis?

3

As trajetórias de neutralidade de GEE em 2050 são compatíveis com o crescimento econômico e a geração de empregos?

4

Os planos e políticas públicas nacionais dedicados à transição energética em andamento hoje podem corroborar para a redução das desigualdades socioeconômicas regionais?

Sobre o PTE

Propósito, escopo e princípios que orientam a transição energética brasileira no horizonte 2025–2050.

Propósito

Conduzir a descarbonização com foco em competitividade, segurança de suprimento e inclusão, posicionando o Brasil como líder em cadeias de valor de baixo carbono.

Abordagem

Uma abordagem integrada entre diferentes setores para identificar trajetórias ótimas de descarbonização e tecnologias viáveis para cada, considerando os marcos regulatórios e investimentos necessários para tal. Esse processo foi sustentado por uma dinâmica colaborativa entre as instituições envolvidas e consultas participativas com stakeholders estratégicos — assegurando projeções consistentes com as tendências globais da transição energética.

Horizontes

Roadmaps com recomendações estratégicas estruturadas em três marcos temporais:

  • 2025–2030, ações de curto prazo criam base para as primeiras transformações rumo à descarbonização;
  • 2030–2040, período em que as iniciativas ganham escala;
  • 2040–2050, consolidação da transição energética brasileira, com cadeias tecnológicas maduras, cooperação entre setores e estabilidade na trajetória de redução das emissões.

Modelagem

Foram utilizadas modelagens integradas das instituições Cenergia/COPPE/UFRJ, FIPE/USP e MRTS/ USP — com amplos processos de diálogo multissetorial

Cenários

TB
Transição Brasil
Trajetória de custo ótimo para o cumprimento integral da NDC brasileira, explorando vantagens competitivas nacionais como a abundância de renováveis, a bioenergia e o potencial de reflorestamento.
TA
Transição Alternativa
Além do cumprimento integral da NDC, introduz condicionantes que levam a uma transição por caminhos tecnológicos e regulatórios diferentes, incluindo precificação de carbono, impactos climáticos sobre oferta e demanda elétrica e mandatos mais fortes para biocombustíveis e eletrificação.
TG
Transição Global
TG = adota uma trajetória ainda mais desafiadora para o Brasil: um esforço adicional a TB e TA, ao adotar orçamento de carbono alinhado ao limite de 1,5°C, estabelecido baseado em uma alocação das emissões custo ótima a nível global.

Setores e Roadmaps

Cinco roadmaps coordenados, com ações, KPIs e políticas para cada etapa da transição.