SETOR ENERGÉTICO

Energia limpa e biocombustíveis como motores da descarbonização brasileira

Expansão renovável, rede moderna e integração de biocombustíveis avançados — etanol, biodiesel, SAF e HVO — posicionam o setor energético no centro da transição, combinando eletrificação, hidrogênio e remoções via BECCS.

Alavancas

Cinco frentes para viabilizar expansão renovável com segurança, custo e competitividade.

1

Geração renovável + Rede: expansão contínua de eólica e solar; planejamento e reforço de transmissão e distribuição; digitalização e resiliência climática.

2

Flexibilidade do sistema: sinalização de potência/serviços ancilares; armazenamento (baterias/reversíveis) e resposta da demanda para integrar variabilidade.

3

Hidrogênio de baixo carbono: regulamentação, certificação e projetos‑piloto evoluindo para escala industrial; hubs integrados com portos e indústria.

4

Biocombustíveis e BECCS: SAF/HVO/biobunker, coprocessamento em refinarias e implantação de BECCS para remoções líquidas.

5

Eficiência & eletrificação: programas de eficiência e eletrificação difusa (indústria, edifícios e transportes leves), com política industrial para novas cadeias.

Roadmap

Ações por período e marcos/KPIs essenciais do Setor Energético.

2025~30Ações críticas que viabilizam a trajetória da transição energética
  • Consolidação do consenso sobre o valor estratégico da energia nuclear, viabilizando a conclusão de Angra 3 e a revisão do marco regulatório do setor.
  • Modernização do setor com preços que reflitam flexibilidade e potência, expansão eólica e solar e integração de novas demandas e powershoring.
  • Avanço do hidrogênio com marco regulatório implementado, projetos-piloto e início da produção em escala industrial.
  • Expansão dos biocombustíveis com co-processamento renovável e implantação de projetos-piloto de BECCS para liderança em remoção de carbono.
2030~40Transformação estrutural da matriz energética
  • Eólica, solar e bioenergia ganham maior protagonismo na matriz energética;
  • Sistemas de armazenamento e resposta da demanda ganham escala para lidar com a variabilidade renovável, bem como flexibilidade operativa;
  • Produção de petróleo atinge seu ápice, porém, começa a declinar proporcionalmente nesse período;
  • Primeiras plantas comerciais de hidrogênio de baixo carbono conectadas a polos industriais e portos;
>20%
% de solar na geração elétrica
>15%
% de eólica na geração elétrica
2040~50Consolidação de uma matriz alinhada à neutralidade de emissões
  • BECCS em usinas de etanol/biomassa adiciona remoções negativas, compensando emissões fósseis e não-CO₂ e contribuindo para a neutralidade de emissões economy-wide;
  • Solar perde participação relativa, pois os painéis solares instalados na década de 20 chegam ao fim a sua vida útil, e sua substituição se dá de forma mais eficiente por eólica;
  • A infraestrutura de redes é modernizada e digitalizada, permitindo alto intercâmbio entre regiões e integração de geração distribuída;
  • Consolidação de biorrefinarias, produzindo diesel verde, biobunker, SAF, GLP verde e nafta verde.
97%
% renovável na geração elétrica
>50%
% renovável nos combustíveis

Recomendações de Políticas Públicas

Pacotes regulatórios e de investimento para velocidade, segurança e custo.

Rede & Mercado

  • Sinalização de preços para potência/serviços ancilares e reserva operativa.
  • Leilões de flexibilidade e integração de armazenamento/DR.
  • Planejamento e expansão de T&D com resiliência climática e digitalização.

Novos Vetores

  • Marco regulatório e certificação para H₂; hubs industriais e portuários.
  • Programas para BECCS/CCUS e biocombustíveis (SAF, HVO, biobunker).
  • Política industrial para aerogeradores, painéis, baterias e eletrolisadores.

Justiça & Financiamento

  • Adequar tarifas e proteger vulneráveis (CDE, Fundo Clima).
  • Mobilizar financiamento verde (green bonds, fundos climáticos, BNDES, BID).
  • Programas de eficiência e eletrificação difusa multi-setorial.

Oportunidades para o Setor Privado

Onde investir: geração, infraestrutura, combustíveis limpos e serviços.

Geração & Infraestrutura

  • Expansão contínua de eólica/solar e PPAs corporativos de longo prazo.
  • Transmissão, armazenamento em escala (baterias/reversíveis) e serviços ancilares.
  • Digitalização, automação e expansão de redes para reduzir perdas e curtailment.

Combustíveis de Baixo Carbono

  • HVO, SAF, biobunker e biometano para usos hard‑to‑abate.
  • Coprocessamento renovável em refinarias e cadeias exportadoras.

Inovação

  • Startups em eletrólise eficiente, células a combustível, hidrogênio de biogás e novas rotas CCS.
  • Alocação de capital (VC/PE) para tecnologias com demanda global de descarbonização.